sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cap 37 - Sexta

Sentado na arquibancada da quadra, no horário da educação física, isso era um coisa totalmente banal, já que agente nunca fazia educação física mesmo, até que ela se senta do meu lado e

- Oi
-Oi

Ainda era um pouco estranho, conversar com ela depois de tudo, mas nós dois somos assim, se ficamos 5 minutos perto não calamos a boca hora nenhuma

- Ontem o frentista do posto mexeu comigo
- Putz, levar cantada o frentista e Fim de Carreira viu
- Eu sei, meu pai ficou puto da vida, disse que vai passar por lá pra ver quem é o cara
- Você vai viajar amanhã?
- Sim, vou pra felixlâdia.
- Nossa! você ta falando num entusiasmo
- Eu só viajo pra lá, a cidade e uma roça.
- Quem nasce em felixlândia é o que?
- Feliz, isso faz muito sentido, ja que realmente todo mundo da cidade e feliz
[...]
- O que você disse pra ele?
- Falei no sentido que se ele fosse ficar com você, pra ele ser sério e gostar muito de você, porque se não ele estaria magoando duas pessoas de uma vez
- E o que ele respondeu?
- Que nunca ficaria com uma menina sabendo quem um amigo gosta dela, mas se você quiser eu falo com ele e...
- Nem! não vou correr atrás de ninguém, se ele realmente quiser que venha atrás

Ótimo, depois daquela conversa, eu pude ter certeza que a Tami não mudaria nada comigo, mas ela ia viajar por uma semana, e teria muito tempo pra pensar em tudo, e como eu queria vigiar o Santis, pra ver o que ele iria aprontar, e a melhor forma de fazer isso, seria se eu ficasse por perto, o que me lembra que ainda naquele dia

- Leleu? ainda ta bravo comigo?
- Não to de boa
- Realmente me desculpa, eu não queria que você ficasse assim
- Toma a pá
- Pra que?
- Enterra isso, esquece virou passado, e desculpa por ter te mandado enfiar aquele pote no...
- A vei, toca aqui, um abraço?
- Estamos tendo um momento legal, não estraga

Caramba, nem eu sabia que podia ser tão falso assim 

Nenhum comentário:

Postar um comentário