A sim, eu estava muito bem com a minha tal "Liberdade", quanto tempo se passara desde o último acontecimento? 12 horas? 13 no máximo, esses são os problemas das falsas epifanias, elas não duram muito, mas conseguem ser tão convincentes que ficamos tão cegos da nossa razão inventada que fazemos muitas besteiras, você já deve ter percebido que de besteira eu entendo em! Mas o que interessa e que eu não podia simplesmente apaga-la da minha vida, não se apaga quase 2 anos de história em apenas uma frase, e algo me dizia ainda tinha muita água pra rolar naquela cachoeira, tanto que no dia seguinte tinha a escola, o que já seria difícil já que ela se sentava do meu lado, e também tinha o PJ então eu não podia simplesmente chegar e fingir que ela não existia. Chega de filosofar vamos ao que interessa
Ela se sentou no lugar de sempre, firme e decidida, parecia que nós dois estávamos tentando fingir que aquilo não nós afetava, bom pelo menos ela estava conseguindo, o resto da aula foi praticamente assim, ela conversava com as amigas, fazia os deveres, levantava, mas nunca olhava pro lado, nunca olhava pro meu lado, até o último horário
Professora chata, dever chato, horário quase acabando, e eu me mordendo de vontade de dar uma bisoiada no que ela estava fazendo, estava assim desde que a aula começou, e agora que estava no fim, minha força de vontade já tinha se perdido com a minha dignidade a muito tempo, talvez as duas foram dar uma volta e acharam alguém melhor, porque até hoje as duas não voltaram, a propósito se alguém as achar favor devolver, ofereço recompensa.
O que importa e que eu fui olhar olhar para ela, apenas uma fração de segundo e depois nunca mais, como um viciado que promete usar a última droga, o último tapa de Bob Marley, porém aconteceu o que eu não esperava, ela também estava me olhando, e sorriu pra mim, puts virei rápido, como ela sabia? agora eu tava segurando o riso e com uma vontade incontrolável de olhar mais, e ela tinha percebido, iria continuar a "atacar" como uma leoa faminta tentando derrubar a pobre zebra
- Psiu!
Não olha, faça o que for não olha, aconteça o que acontecer não olha
- Psiu!
Era mais forte do que eu, já estava me virando para mais uma vez ver o sorriso, um tanto um pouco sádico devo confessar, mas acima de tudo o sorriso que eu tanto gostava, não aguentei e baixei a cabeça e comecei a rir, não sei ao certo mas acho que ouvi algumas risadas também, então finalmente, o sinal bateu
- Léo? nós voltamos a conv...
Antes que ela terminasse comecei balançando a cabeça lentamente para os lados até ela entender que aquilo era um não
- Léo!
Doeu! foi uma das coisas mais dolorosas que eu já fiz, simplesmente dar-lhe as costas como se nada tivesse acontecido e sair andando, mas aquilo só provava que eu ainda era fraco
Eu ainda era fraco e nós iríamos nos encontrar de novo em poucas horas
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